Blog do Cadu

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Alagoas em outro rumo: Judson Cabral governador

Judson Cabral em ato da Jornada de Lutas em Defesa de Alagoas
O clima eleitoral do ano que vem está a cada dia mais quente. Em âmbito nacional, mesmo com algumas peças ainda procurando seu lugar, o tabuleiro já começa a ter uma forma e com ela, o calor da disputa aumenta. PSDB insiste, pelo menos oficialmente, em Aécio Neves. O PSB tenta se valorizar e, se possível, lançar Eduardo Campos, Marina Silva, defende Feliciano e tenta organizar seu partido a tempo da disputa e por aí vai.

Em Alagoas algumas peças já se colocaram no tabuleiro eleitoral de 2014. Mas sem definir seu lugar no quadro. Teotônio Vilela (PSDB) deve ser candidato ao Senado, mas não se pronuncia oficialmente, nem o tucanato alagoano o faz. O senadores Benedito de Lira (PP) e Fernando Collor (PTB), exalam por todos os poros a vontade de participar do pleito no ano que vem, mesmo o ex-presidente sem ainda expressar abertamente a quê. Se governo ou senado. No caso de Benedito de Lira se for candidato em 2014 será ao governo de Alagoas. E ainda tem o Nonô (DEM), atual vice-governador e Renan Calheiros (PMDB) nessa caixa de peças.

Da esquerda nenhum nome se colocou até agora. E aqui afirmo que o deputado estadual Judson Cabral (PT) é o melhor nome para essa disputa em 2014. Sua atuação como parlamentar, desde quando vereador em Maceió, é notadamente reconhecida por amplos setores da sociedade alagoana. Além disso, seu nome na disputa seria a antítese do que temos no Palácio República dos Palmares (sede do governo de Alagoas) e uma opção progressista diante dos nomes que se colocam para suceder Vilela.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Livro de Emir Sader sobre Lula: recalque na mídia



O recalque é algo que não se pode medir. Pelo menos não existe máquina ou quantificação ou equação que o faça. Mas é muito evidente que tal sentimento aflora pelos poros dos barões da mídia. Foi lançado em São Paulo, no último dia 13 de maio, o livro 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil – Lula e Dilma. De organização do sociólogo Emir Sader e editado pela Boitempo Editorial. A obra reúne análises de vinte e um teóricos sobre o período, entre eles, Marilena Chauí.

“Não sou lobista, não sou conferencista, não sou consultor. Sou um divulgador das coisas que fiz neste governo”, declarou Lula em sua participação no evento. E completou. “As pessoas talvez fiquem preocupadas porque cobro caro e não falo quanto cobro. Mas se as pessoas pagam para ouvir um governante fracassado, imaginem um bem sucedido. Se quiserem saber quanto eu cobro, me contratem. Quando assinar o contrato, fica sabendo quanto eu cobro”.

Para o alimento do ódio de classe ao ex-presidente, FHC – farol de sabedoria das elites brasileiras – recebe, segundo especulações, a metade do que recebe Lula. Sem falar que há muito tempo não se tem notícia de uma palestra do “príncipe dos sociólogos”. Entrevista da “grande imprensa” tem aos montes, mas todo mundo sabe qual o interesse de classe que ela atende.

sábado, 11 de maio de 2013

A cara de pau do coronel Ustra

O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra dirigiu o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna do 2º Exército em São Paulo (DOI-Codi/SP) – órgão de repressão da ditadura civil-militar de 1964, entre os anos de 1970 e 1974. Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade (CNV) negou que tivesse cometido ou ordenado torturas e assassinatos. E o fez diante de advogados de presos políticos torturados por ele e de Gilberto Natalini (PV-SP), vereador e presidente da Comissão da Verdade da cidade de São Paulo.

O que dizer diante de tamanha cara de pau?

Essa é a versão da direita sobre o golpe de 1964. suas palavras à CNV são quase as mesmas que foram escritas por Roberto Marinho em editorial de O Globo em 1984. Ustra e Marinho afirmaram que o golpe foi dado em nome da democracia e da defesa da moralidade.

Se fosse vivo, não seria surpresa se Roberto Marinho publicasse um novo editorial defendendo Ustra e sua versão fantasiosa sobre aquele terrível momento. Talvez com um título que lembrasse a chamada de capa de 02 de abril de 1964 de O Globo. Nessa a chamada era “Ressurge a democracia”, hoje poderia ser “em defesa da democracia”. Quem sabe o filho do Roberto chamado João, não tenha pensado nisso.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Programa do PT e editorial de O Globo: quem é quem



Enquanto o PT anunciava conquistas do povo brasileiro na última década, como (pleno) emprego e renda em seu programa partidário no rádio e na tevê, o editorial de O Globo da família Marinho Castelo Branco Costa e Silva Médici Geisel Figueiredo defende a geração de desemprego. Obviamente que é o desemprego dos mais pobres, senão eles mesmos abririam mão de suas, nada modestas, empresas.

É essa a agenda da direita no Brasil: desemprego, concentração de renda, juros elevados, elitização da sociedade, juros elevadíssimos para especulação fazer a farra no país e quando as coisas começam a fugir do seu controle a ponto de lhes tirar o sono, um golpezinho em nome da democracia para dar aquele freio de arrumação. Ora, essa foi a manchete de O Globo em 02 de abril de 1964. “Ressurge a democracia” para ser mais preciso.

“Porém, num quadro de quase pleno emprego, o crescimento dos salários acima da produtividade deprime a indústria”, lamenta o filho do Roberto Marinho chamado João. Será que deprime mesmo? Então por que os donos das indústrias não reduzem sua margem de lucro para manter os salários dos trabalhadores? Não estão tão preocupados com o Brasil?

quinta-feira, 9 de maio de 2013

As velas de Teotônio





O governo de Alagoas lançou uma campanha publicitária ressaltando o sucesso de suas ações no combate à violência. Nela aparecem crianças brancas com velas e o seguinte jargão: Alagoas está acendendo uma luz em comemoração à vida. Entre os dias sete e oito de maio, em um período de doze horas, foram cometidos nove assassinatos somente em Maceió e região metropolitana. Isso mesmo, em doze horas, apenas na região metropolitana aconteceram nove assassinatos.


Quantas velas as famílias das vítimas devem acender para comemorar a vida, segundo o governo tucano em Alagoas? E o restante da população, quantas?

O governador Teotônio Vilela (PSDB) prova a cada dia o erro que é o seu governo. Na questão da segurança é fácil ver helicópteros sobrevoando o céu da capital Maceió. Se passa pela área nobre se vê apenas a presença de um policial na lateral da aeronave, se passa na periferia uma metralhadora completa a cena que mais parece saída dos filmes Tropa de Elite.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Supremo rei

Todos abaixo do rei                         FOTO: UOL
É prática das monarquias o rei se postar no ponto mais alto de um ambiente. Os tronos, por exemplo, não ficam ao nível do solo. Afinal de contas, o mensageiro de deus na Terra jamais estará na mesma altura dos reles mortais. No Vaticano o papa também sempre repousa em um nível dos demais. Este gesto simbólico representa superioridade. Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), está sempre em pé enquanto seus convidados permanecem sentado nas fotos oficiais. Mais parece o messias descido aos mortais que oram a ele pedindo graças.

A última da vez foi Marina Silva. Ela foi ao gabinete de Barbosa para pedir (pela foto, parece implorar) que seja findada no Supremo a discussão sobre mudanças nas regras de criação de novos partidos. Ela em vez de procurar o Senado ou ir às ruas fazer o debate político, como dita as boas regras da democracia, procura o Poder Judiciário que além de estimular ainda mais a ingerência desse Poder em prerrogativas de outro. Ela, assim como muita gente, dentro e fora do poder das togas, parece ter a percepção que a palavra “supremo” do STF é o mesmo que divindade.

Se juiz acha que é deus e desembargador tem certeza, como afirmou o Tutmés Ayran ao assumir a vaga da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas para o Tribunal de Justiça de Alagoas, imaginem ministro do STF: o sol só está lá no centro do sistema solar por causa do calor e aqui na Terra é mais fresquinho. O guardião da Constituição se comporta como guardião da vida. Tudo parte do jogo de controle das classes dominantes. Se com o povo (eleições) e com a mídia os resultados não são mais satisfatórios, vamos de toga.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Afif Domingos, reforma política, mídia e oposição

Que o modus operandi da política no Brasil precisa mudar é quase unanimidade, mas pouca gente se move para que isso se torne realidade. Tanto a influência econômica quanto necessidade das alianças partidárias amplas, da forma como estão configuradas as regras do jogo, precisa ter fim. Dilma Rousseff acaba de indicar, o atual vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), para a Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Ela tem status de ministério.

Afif é quadro político da direita brasileira. Não há motivos para dourar pílula, mas a entrada do PSD no governo garante mais estabilidade no Congresso, especialmente diante do cabo de guerra com o Judiciário. Sem falar no arco de alianças para as eleições de 2014.

Se ao invés das eleições proporcionais que temos, onde se vota em pessoas e o tempo de TV é fundamental em campanhas cada vez mais caras e à mercê das vontades de seus financiadores, tivéssemos o voto no partido, e financiamento público barateando as campanhas, possibilitando o debate programático em vez do pragmático, a política institucional no Brasil teria menos “aberrações”.

Se a mídia no país se dispusesse a debater a política com ênfase em programas e concepções em vez de torcidas e militância para os seus – não me refiro à imparcialidade, isso é um mito –, talvez nossa realidade concreta fosse outra, mesmo dentro das regras atuais. Sim, a mídia tem grande influência nisso, ainda mais em uma sociedade midiatizada como a nossa.

sábado, 4 de maio de 2013

Aécio bestão





Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à presidência em 2014, não se cansa de falar besteira. Em entrevista à revista IstoÉ , ele soltou mais de suas pérolas sem pé nem cabeça. E deixou escapar que sua candidatura tem a força de um embuá. Fraquinha, fraquinha.


Ele afirma que o governo Dilma não tem marca. Se redução da conta de luz; desoneração dos produtos da cesta básica; retirada de vinte e dois milhões de pessoas da miséria; índices de empregabilidade como nunca vistos; criação quatro novas de universidades – somadas as dezenas de Lula – e 47 novos campi, 208 novos Institutos Federais de Educação Profissional e Tecnológica; lucro do petróleo para a educação; ambiente para PEC das domésticas; vale cultura, para ampliar o acesso a produtos culturais dos trabalhadores e manutenção da soberania nacional frente às potências econômicas e alargamento das relações comerciais e políticas, especialmente com países em desenvolvimento.

Se isso não é marca, o que é, então?

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ladeira abaixo

A autoproclamada “grande imprensa” está caindo pelas tabelas. O Estado de São Paulo, Estadão, andou demitindo jornalistas e anunciou diminuição no número de páginas em seu impresso diário. A Folha, já em 2011, demitiu quarenta. Agora foi a vez da editoral Abril de Veja. Foi anunciada uma redução de mais de 65% de seu lucro. O que segura a onda são as publicações infantis.

Isso é o efeito do péssimo jornalismo praticado por esses veículos. Se não por questões morais ou ideológicas, fazer bom jornalismo é essencial para a sobrevivência no ramo. Mas eles preferiram – como sempre fizeram – o falseamento da realidade. Junte isso ao crescimento da internet onde é mais barato publicar notícias e onde a pluralidade é maior e a disputa dos corações e mentes de leitores mais equilibrada.

A “poderosa” tem sua audiência caindo vertiginosamente, mas ainda se segura por causa do oceano de recursos públicos em publicidade que recebe. São as pessoas que não mais leem ou assistem o conteúdo da imprensa da ditadura. Então por quê continuar com a divisão injusta da publicidade estatal?

Outro fator que ainda faz com que a “grande imprensa” mantenha sua empáfia de divindade é o monopólio que detém e a sua atuação em oligopólio. Ou seria um partido?

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Dia do Trabalhador da unidade


Já está virando rotina. Desde 2004 – um ano após o início do governo Lula – que o último primeiro de maio é o melhor que tivemos. Nesse de 2013, temos o menor índice de desemprego de nossa história. Nunca o salário mínimo esteve tão valorizado. Sua valorização é de 70% no seu poder de compra. Noventa e cinco por cento das categorias profissionais tem conseguido reajustes acima da inflação. Ou seja, ganho real.

Enquanto o país, mesmo tendo ainda muito por fazer e conquistar, trilha um caminho da diminuição das desigualdades, Alagoas anda para trás. Milhões e milhões são investidos na terra de Graciliano Ramos, mas o governo do estado – tucano e açucareiro de Téo Vilela (PSDB) – não consegue obter resultados satisfatórios. E por conta da situação deprimente que se encontra o 1º de maio em Maceió foi de unidade. Todas as centrais sindicais organizaram o mesmo ato do dia do trabalhador (e não trabalho!).

Cerca de 2500 pessoas estiveram na orla da capital alagoana para afirmar sua indignação com o atual estado das coisas. Ainda em 2013 se tem escolas que não começaram o ano letivo de 2012. No governo tucano de Téo Vilela já ocorreram 15 mil homicídios. O serviço de abastecimento de água está sendo privatizado.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

PEC 33/2011 e a togas

Começaram novas ladainhas com discussão e aprovação em comissão da PEC 33/2011. Essa PEC submete ao Congresso Nacional a decisão final sobre posicionamentos tomados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas apenas em casos onde a corte der parecer de inconstitucionalidade em decisões do próprio Congresso. Há um trecho da Proposta de Emenda Constitucional que a mídia não fala: 

§ 2º-A As decisões definitivas de mérito proferidas
pelo Supremo Tribunal Federal nas ações diretas de
inconstitucionalidade que declarem a
inconstitucionalidade material de emendas à Constituição
Federal não produzem imediato efeito vinculante e
eficácia contra todos, e serão encaminhadas à apreciação do Congresso Nacional que, manifestando-se
contrariamente à decisão judicial, deverá submeter a
controvérsia à consulta popular.

O trecho acima se refere ao artigo 102 da Constituição Federal. Por favor leiam as últimas duas palavras: CONSULTA POPULAR. Vem daí toda a polêmica. Texto integral da PEC 33/2011 aqui

A “grande imprensa” que não consegue esconder seu caráter manipulador. Já vinculam a PEC ao julgamento da Ação Penal 470 que aconteceu em 2012. de repente pensam que calendário é artigo de luxo ou que o povo não tem a menor noção do que seja tempo. A PEC é de 2011!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Aécio Neves não passa de um grilo


O provável candidato do PSDB à presidência da república, Aécio Neves, deveria propôr que o mascote de seu partido mude de tucano para grilo. Mais uma vez ele acusou o PT de agir contra o Brasil. Como um partido cujo os governos tiram milhões da miséria; elevam o poder de compra do trabalhador; ampliam como nunca o acesso ao ensino superior e, entre tantas outras ações, garantem ao país respeito internacional podem “torcer contra o Brasil”?

Está aí mais um sintoma da falta de agenda da oposição no Brasil. Nunca custa lembrar que em pronunciamento no Senado – por mais de trinta minutos – Aécio não citou as palavras gente, povo, emprego, miséria e renda. Falou de seu avô, Tancredo; falou de seu mais novo mentor, FHC. Quem torce contra o Brasil? FHC deixou o país na forma mais caricata de uma república de bananas.

Não bastasse seu governo estar sempre de calças arriadas ao capital especulativo, desmoralização internacional, pois o governo FHC tomava esporro onde quer que chegasse e seus ministros eram obrigados a retirar os sapatos para entrar nos EUA. Fora vender o patrimônio do povo brasileiro à preço de banana com a sua privataria.

Aécio apenas repete a cantilena que faz a “grande imprensa”: juro, juro e mais juro; inflação, inflação e mais inflação... sobre o emprego, defendem o DESemprego. Quem é mesmo que torce contra o Brasil?

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Em nome do Pai





Querem transformar o Brasil em um estado teocrático. A mistura entre religião e política há um bom tempo que rende debates acalorados. Após a ascensão de Marco Feliciano (PSC/SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara dos Deputados, aumentou-se o fervor dessa discussão. A edição 745 de CartaCapital, em reportagem de Willian Vieira e Rodrigo Martins, mostra bem a tática de igrejas evangélicas para dominar a política brasileira.


Estão sendo criadas em todo o país Frentes Parlamentares de Evangélico (FPE's), em câmaras municipais e Assembleias Legislativas. Essas FPE's são organizadas pela Associação de Parlamentares Evangélicos do Brasil (Apeb). Na pauta sempre a defesa de posições que negam conquistas históricas em nossa sociedade. As Frentes defendem a submissão da mulher ao marido, perseguição a homossexuais e maior criminalização do aborto, seja em que circunstância for.

Essas FPE's abrangem todos os partidos políticos.

sábado, 20 de abril de 2013

Mãos amarelas no Judiciário


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) está processando, pela segunda vez, o ator José de Abreu. Abreu é ativo nas redes sociais e tuitou uma , em tom de brincadeira, sobre a relação entre Mendes e Dadá, espião do bicheiro Carlinhos Cachoeira. ““E o Gilmar Mendes que contratou o Dadá? 19 anos de cadeia pro contratado. E pro contratante? Domínio do fato?”. O ministro do grampo sem áudio defende que o ator quer desmoralizá-lo (mais?!).

Em entrevista à imprensa, Abreu se defendeu sustentando que foi uma brincadeira. “Foi uma piada, não tenho porque me retratar. Imagina se eu quis dizer que ele (Gilmar Mendes) tem que responder por tudo o que o Dadá fez? Só na cabeça dele, é fora de qualquer lógica imaginar que ele, ministro, é responsável pelo Dadá. Não é possível que ele não tenha coisa mais séria para fazer do que implicar com o que eu tuíto”.

Gilmar Mendes também aparece na lista de Furnas quando ainda era membro da Advocacia Geral da União (AGU). Ele teria recebido R$ 185 mil em 1998. Hoje seria algo em torno de 500 mil reais.

Em Alagoas, os jornalistas Odilon Rios e Fernando Araújo publicaram uma reportagem sobre as condições do prédio sede do Ministério Público Federal (MPF). Em condições precárias, o imóvel foi comprado por R$ 21 milhões. E em janeiro, o MPF/AL foi multado em R$ 50 mil pela Superintendência Municipal de Controle e Convívio Urbano (SMCCU) de Maceió. A sede da Procuradoria-geral da República em Alagoas não tinha o "Habite-se". A multa foi confirmada aos jornalistas pelo superintendente, Neander Teles Araújo, e pelos técnicos Paulo Canuto e Galvaci de Assis.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O que fazer com a direita?

A direita não toma jeito. Não consegue dialogar com o povo. Pedir para ela fazer isso é como pedir para o escorpião abanar o rabo para alguém. Tatcher morreu no período em que suas teses sobre o Estado estão em ruínas; usa-se imagens de violência militar no Egito como se fossem na Venezuela. Aliás, lá a direita perde a eleição e já começa o clima de golpe. No Brasil, resta apenas a mídia e o discurso pseudomoralista. Invencionices para afagar os egos da classe média e de nossa elite.

Criam lista disso e daquilo. Tudo para tentar fazer as pessoas crerem que a “nata” é o que há de melhor em nossa sociedade. Até tentar substituir o arroz e o feijão da base de nossa alimentação pelo tomate, tentaram. Esse é um dos padrões de manipulação da “grande imprensa” tão bem listados por Perseu Abramo. O padrão da indução é o “resultado da articulação combinada dos vários órgãos de comunicação, ou seja, resultado das escolhas dentro do processo de produção jornalística enquanto empreendimento capitalista; induz o leitor a compreender o mundo de acordo com a nova realidade que lhe é apresentada”.

Sempre foi assim. Junte isso ao servilismo tão presente em nossa elite. Ela adora tudo que vem da Europa e doa EUA. Quando surge um governo de caráter trabalhista, logo vem à tona o discurso do “mar de lama”. Falo de João Goulart em 1964. Tanto a nossa elite quanto a latinoamericana, adotaram métodos comuns. Se antes usavam as armas para seus golpes de Estado agora usam as togas, vide Fernando Lugo no Paraguai.